PTEN
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Depois de retornarem da Europa, em um evento privado no Rio de Janeiro, os irmãos se apresentaram para Roberto Vidal, diretor do renomado Concurso de Paris, na França. Impressionado, ele os convidou para realizar o concerto de encerramento daquela edição — que teria como presidente o lendário Andrés Segovia. Para o repertório, decidiram arriscar, contrariando o antigo conselho de Monina de se restringirem apenas às peças clássicas. Afinal, depois de terem entrado em contato com a obra de Radamés Gnattali — pioneiro em mesclar o erudito ao popular — e de tocarem a "Suíte Retratos", arranjado especialmente para eles pelo próprio Radamés, Sérgio se sentiu inspirado a ampliar o repertório do duo, com suas próprias transcrições e composições. Uma das primeiras que escreveu para a dupla foi "Escualo", de Astor Piazzolla. Em Paris, após um programa centrado em obras clássicas de Couperin, Giuliani, Pierre Petit e Albéniz, os irmãos surpreenderam o público no bis com peças de Gnattali e Piazzolla. O sucesso foi enorme e marcou o início da carreira dos irmãos na Europa. A partir dali, o passo seguinte foi inevitável. Pouco tempo depois, em 1981, Sérgio e Odair foram convidados a se apresentar na série de concertos do 92nd Street Y, em Nova York. O recital recebeu elogios da crítica, incluindo uma resenha bombástica do New York Times, que os apontou como a nova grande revelação mundial do violão. Logo em seguida, assinaram contrato com a renomada agência Harold Shaw Concerts e a agenda internacional dos irmãos começou a impedir longas estadas no Brasil.
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