Ainda em São João da Boa Vista, Seu Jorge e os filhos conheceram o violonista clássico amador José Lansac — que havia estudado com grandes nomes como Agustín Barrios e Isaías Sávio. Já idoso, Lansac indicou um antigo aluno, José Lopes, para ensinar os meninos. Com ele, Sérgio e Odair aprenderam a ler partituras e passaram a explorar um repertório que já não se limitava aos choros aprendidos de ouvido. Em cerca de três meses, porém, já haviam ultrapassado os limites do que seu professor podia lhes transmitir; a partir daí, seguiram estudando sozinhos, aprofundando-se por conta própria em obras cada vez mais complexas.
Paralelamente a esses estudos, Sérgio, que desde cedo se mostrou fascinado pelos caminhos da harmonia, começou também a explorar suas próprias sonoridades harmônicas, iniciando um processo que, anos depois, o levaria a criar arranjos e composições para o duo com o irmão — e além.
Odair, por sua vez, antes mesmo de completar nove anos e com o violão ainda mal cabendo em seu colo, já executava técnicas com uma precisão que impressionava qualquer músico experiente, como se pode ouvir neste registro caseiro, enquanto praticava a "Fantasia Original", de José Viñas. (Ouça o áudio abaixo)
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Solo de Odair. Música: "Fantasia Original", de José Viñas.